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Prepotência transcende
escalões do Governo do Estado
Nunca um mandato
teve tamanha unanimidade na prepotência e arrogância.
É a marca registrada do Governo Yeda. Com soberba e petulância
afirmou que esmurraria, caso fosse homem, quem por ventura levantasse
dúvidas sobre a compra da sua casa logo após a eleição.
É de conhecimento dos gaúchos os sérios problemas
financeiros da campanha da então candidata do PSDB ao Governo
do Estado. Yeda Crusius perdeu o marqueteiro Chico Santa Rita
em pleno primeiro turno, em um nebuloso episódio.
Transcende agora essa prepotência à sua assessoria
de comunicação, que recusou-se a receber veículos
da imprensa não alinhada à sua visão política.
O mesmo tratamento é dado aos movimentos sociais organizados
que, recentemente barrados pela Brigada Militar, não puderam
fazer sua caminhada de manifesto ao Palácio Piratini, num
ato típico da ditadura.
Com as gordas verbas publicitárias do Banrisul, Sulgás
e outros órgãos do estado, cala a boca da imprensa
amiga, num notório ato digno de desrespeito à livre
opinião.
Não espera-se doações ou favores do governo
do estado, mas respeito de seus assessores com a imprensa livre
e opinativa.
Enquanto isso, na esfera municipal, assistimos indignados a política
do avestruz, enterrando a cabeça para não ver as
mazelas sociais da cidade, especialmente na Vila Chocolatão.
Com uma política equivocada de transferência de uma
comunidade para longe de sua função social, a coleta
de recicláveis, tenta levá-la para a longínqua
Protásio Alves, beirando o município de Alvorada.
Exemplos como a Vila Zero Hora e Vila Planetário nos dão
uma visão de integração social destas comunidades,
que esperam uma área pública perto de seu local
de trabalho.
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