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As muitas feiras do livro
Antonio Hohlfeldt
Patrono da 53ª Feira do Livro, Jornalista e escritor.
Quando
voltei de minha primeira tarde de aula, ganhei de minha mãe
um livro de histórias: lembra as ilustrações,
em traço simples: coelhinhos que andavam em uma espécie
de carrinho de lomba, que perdia a direção, caía
num precipício e depois eles se encontravam todos no céu...
Tive dificuldades em lê-lo, não porque não
soubesse ler, mas porque era um livro que vinha de Portugal.
Vejam as diferenças para hoje: o parque gráfico
brasileiro, a partir dos anos 1970, sofreu imensa remodelação.
Na verdade, foi uma revolução. Em plena ditadura,
o governo garantiu financiamentos, previu compras de volumes,
e as editoras foram à luta. O resultado é que o
Brasil, hoje, imprime livros para muitos lugares do mundo, além
de possuir tecnologia de ponta.
A 53 ª Feira do Livro, de certo modo, pressupõe essa
realidade: vai lançar livro de plástico, garante
a presença de milhares de crianças escolares que,
depois de lerem alguns textos, visitam a exposição
e talvez adquiram mais alguns livros...
Durante duas semanas, vamos diminuir a incidência de notícias
sobre seqüestros, mortes, violência, corrupção,
disputas políticas, por informações a respeito
de livro, literatura, leitura, autores, mercado editorial, políticas
de editoração, legislação vinculada
ao campo cultural que beneficie o livro, e assim por diante.
Portanto, ser o patrono de um tal evento, não é
só alegria ou orgulho: é sobretudo uma enorme responsabilidade
à qual fui chamado e à qual tentarei responder com
a maior eficiência possível.
É claro que a Feira do Livro tem leituras diferentes de
cada visitante. Há aqueles que vão lá pra
fazer festa. Os que vão reencontrar amigos. Os que vão
buscar novidades. Os que vão garimpar as caixas de saldos.
Há até os que compram os lançamentos. Tem
a Feira dos profissionais, do editor e do livreiro, ao professor
e ao escritor. Tem a feira do vendedor de pipocas – instituição
da nossa feira, diga-se de passagem – aos jacarandás
em flor (porque a feira não seria a mesma se as árvores
não estivessem ali).
E tudo isso vai acontecer a partir do dia 26 de outubro, até
o dia 11 de novembro? Você seria capaz de ficar de fora?!
Edições
anteriores
Prefeitura
restaura Mercado Público Central - Edição
112
Revitalização
do Centro - Edição 113
Os
direitos da criança e do adolescente - Edição
114
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