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Muito lucro para o empresário
ou um futuro elefante branco em Porto Alegre
Vereador Guilherme Barbosa
Partido dos Trabalhadores
Através
de uma Parceria Público Privado (PPP) está sendo
construído o Centro Popular de Compras (CPC), o Camelódromo,
no centro da cidade, sobre a Praça Rui Barbosa e o antigo
Mercado Provisório. A empresa que ganhou a licitação,
a única que apareceu, vai ter um lucro fabuloso ao final
do período de gerenciamento do Camelódromo, de 25
anos. Ela investirá R$ 14,40 milhões e arrecadará
R$ 47,45 milhões, ou seja, terá um lucro de R$ 33,
05 milhões. Esse lucro só é possível
na Porto Alegre do Prefeito Fogaça!
Outro aspecto preocupante são os gases emitidos pelos ônibus
– o terminal continuará no local, sob o CPC -, pois,
como o espaço lateral que sobrará é muito
pequeno, haverá uma grande probabilidade dos mesmos entrarem
no Centro de Compras. Ainda no item ambiental, considero que a
edificação tem um grande impacto visual numa região
da cidade já bastante deteriorada.
Tenho um grande receio quanto à inadimplência do
empreendimento, pois o aluguel mensal de R$ 380,00 não
será fácil de honrar. Todos os comerciantes deverão
ter um movimento grande para cumprir esse compromisso. Será
que a passagem de compradores no local garantirá esta receita?
Caso haja grande inadimplência, o lucro do empresário
desaparece e o Camelódromo poderá virar um elefante
branco no centro da cidade.
Outra questão é a construção de mais
um piso no CPC,notícia que surgiu com a obra em andamento,
informando que a SMIC queria utilizar o espaço como estacionamento.
Dizia-se que era exigência da EPTC. Ora, se fosse verdade,
por que não houve essa determinação na hora
da licitação? É evidente que esse acréscimo
não poderia acontecer sem uma nova licitação,
pois o adicional de estacionamento mudaria completamente o objeto
da mesma e, com certeza, teria atraído muito mais competidores,
já que o estacionamento naquele local é negócio
muito rentável. Junto com a vereadora Sofia Cavedon, fui
ao Ministério Público dizendo da nossa discordância
com esse acréscimo. O MP emitiu opinião, com a qual
concordo, que até pode ser construído o novo piso
pela empresa que venceu a PPP, mas a administração
do estacionamento deverá ser motivo de novo certame licitatório,
não podendo ser repassado simplesmente para a empresa responsável
pelo empreendimento, pois isso seria ilegal.
Estou esperando resposta da SMIC sobre o paradeiro que foi dado
para as estruturas metálicas dos Terminais Rui Barbosa
e Mauá. Ali foram investidos muitos milhões de reais,
com recursos da própria prefeitura e, portanto, é
preciso saber onde foi parar este material. É patrimônio
do povo da cidade e não pode desaparecer no ar.
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