Criado o Movimento Cidade Baixa Viva

O Movimento Cidade Baixa Vive surgiu por causa das preocupações dos moradores com os efeitos de uma construção de proporções gigantescas na vizinhança; em respeito ao meio ambiente, saúde e segurança. Nossos trabalhos chamaram a atenção do advogado em bio-direito, Celso Galli Coimbra, da vereadora Sofia Cavedon e da Associação dos Moradores da Cidade Baixa.

Nosso objetivo é mostrarque informações muitos importantes como o impacto da vizinhança e do meio ambiente estão sendo desconsiderados pela Prefeitura. A Lei Federal, que trata este assunto fundamental, ainda não foi aplicado em Porto Alegre.

A obra foi embargada pelo motivo de termos relembrando a SMOV que a árvore Nogueira Pecã era tombada, fato que, pela bióloga da SMAM, Sra. Rita Maria Valer, foi ‘esquecido’ quando a empreendedora apresentou sua proposta.

Representantes da empresa construtora sabem muito bem como o edifício vai prejudicar os vizinhos ao redor. Vários deles tentaram convencer proprietários a vender suas casas por um preço bem baixo, com o argumento que “sua casa vai ficar na sombra mesmo e vai ficar escuro e com mofo e, consequentemente, seria melhor vender para nós agora pois vai ser difícil vender depois”.

Procuramos o apoio do Ministério Público, porém não fomos muito bem recebidos pela promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Dra. Sandra Santos Segura. Mesmo com nossos argumentos bem apresentados, fomos informados que não tínhamos informações concretas. O advogado orientou-nos a fazer requerimentos para a SMAM e a SMOV e para o Secretário do Planejamento. Da SMOV, até agora, não recebemos nenhuma resposta, fato que é totalmente contra a Lei Federal 9.051/95 (“As certidões para a defesa de direitos e esclarecimentos de situações, requeridas aos órgãos da administração centralizada ao autárquico, às empresas públicas, às sociedades de economia mista e às fundações públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, deverão ser expedidas no prazo improrrogável de quinze dias, contado do registro do pedido no órgão expedidor”).

Fizemos um estudo do impacto da sombra do edifício projetado pelo arquiteto, Cristian Lulanes, mas mesmo com essas informações, não conseguimos avançar.

Descobrimos pelo Secretário do Meio Ambiente, Miguel Wedy, que, mesmo após um tombamento, árvores podem ser ‘destombadas’ pela Prefeitura. Compreendemos essa medida em relação às obras feitas pelo bem público. Mas não quando apenas beneficiam empresas particulares.
Neste momento, vamos pressionar a SMOV para cumprir a lei e fornecer as certidões. Também vamos procurar uma audiência com o prefeito Fogaça.

Queremos mostrar de novo como o impacto de uma construção como essa produz efeitos muito negativos para os moradores so bairro. E que tais considerações não podem ser simplesmente ignoradas pelas autoridades. O que queremos é que a voz dos moradores que vivem em seu bairro seja ouvida.


Philip de Lacy White
Coordenador
Movimento Cidade Baixa Vive




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