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Plano
Diretor - uma necessidade
Sem
planejamento, as cidades correm o risco de se transformarem em
um verdadeiro caos, sem domínio sobre o seu crescimento.
De se transformarem numa cidade que sofrerá com a ocupação
de áreas não regulamentadas, trânsito violento,
falta de definição de áreas verdes e com
a destruição do patrimônio histórico.
Portanto, a elaboração de um Plano Diretor, que
definirá o futuro das nossas cidades, é imprescindível.
Não importa o tamanho – pequeno, médio ou
grande – que ela tenha.
A discussão sobre o tipo de lugar que queremos para viver,
agora e daqui a vários anos, deve ser feita com a participação
de todos nós: Poder Executivo, Poder Legislativo e cidadãos
em geral. E é missão dos vereadores criar e expandir
a consciência de que ninguém deve ficar alheio à
discussão e à definição de um Plano
Diretor. Nós, representantes das comunidades, temos a obrigação
de debater abertamente com a população cada item
do plano, que trata das questões referentes à organização
da cidade: malha viária, transportes, promoção
econômica, produção, comércio, serviços,
preservação, equipamentos culturais e tantas outras.
A preocupação em ordenar o crescimento das cidades
não é nova. No século XVIII, época
em que o Brasil ainda era uma colônia de Portugal, as Câmaras
Municipais eram responsáveis pelo ordenamento das obras
públicas. No século seguinte, em 1828, uma nova
legislação passa a regular o funcionamento das Câmaras,
determinando que elas cuidem da limpeza, do calçamento
e da conservação de prédios públicos,
portos e estradas. Na República, a missão das Câmaras
foi ampliada. Elas são responsáveis por garantir
um crescimento sustentável às cidades, intermediar
a solução de problemas, ouvir os anseios da comunidade,
fiscalizar o Poder Executivo Municipal. Não há instituição
mais qualificada para defender os direitos dos cidadãos
e abrir o debate à população do que as câmaras
municipais, onde todos os segmentos sociais se encontram representados.
Também não há dúvidas de que as mudanças
que vierem a acontecer nas cidades devem ser fruto de um amplo
debate entre autoridades municipais e sociedade. Só com
diálogo entre os que propõe e aprovam leis e os
que são objetos dessas normas será possível
promover interferências com reflexos positivos na qualidade
de vida dos cidadãos e com validade de longo prazo.
Sebastião Melo - PMDB
Presidente da Câmara de Vereadores
de Porto Alegre
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- Uma outra
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