Outro mundo é possível com a participação dos trabalhadores

Na primeira edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o mote do evento era que “um outro mundo é possível”. Passados 10 anos, um novo encontro vai avaliar o que ocorreu no mundo nesse período, desde a primeira edição do Fórum. Para nós, brasileiros, o momento é particularmente importante, pois talvez tenhamos a mais rica contribuição a dar a esse processo. Ao longo desses anos, mas especialmente nos últimos, superamos as políticas que feriam os interesses do Estado brasileiro e dos trabalhadores. De um lado, a privatização, de outro a flexibilização dos direitos sociais e trabalhistas, ambos prejudiciais ao povo brasileiro.

Os trabalhadores conquistaram uma política de reajuste para o salário mínimo, o que fortalece a distribuição de renda. As centrais sindicais, no aspecto institucional, foram legalizadas, resultado de uma luta de muitos anos, assim como as entidades sindicais passaram a ser mais respeitadas. As centrais sindicais, entre as quais a Força Sindical, destacaram-se, foram proativas, mobilizaram os trabalhadores, apresentaram propostas, sugeriram alternativas, negociaram.

O Brasil só foi um dos primeiros países a sair da crise porque os trabalhadores, com seus sindicatos, federações e centrais sindicais, estiveram na vanguarda do processo. Então, não só continuamos com a mais firme convicção de que “um outro mundo é possível”, como acreditamos que ele e necessário para o bem da humanidade. E certeza maior ainda temos de que esse novo mundo só pode existir com os trabalhadores sendo ouvidos, participando, propondo, decidindo os rumos de cada município, cidade e país. Nós estamos realizando um outro mundo possível. Com nossas lutas, nossas convicções, nossa fé e nossa força.

Cláudio Janta, presidente da Força Sindical – RS
conselheiro do BNDES - Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social

 

Another world is possible
with workers’ participation

In the first edition of World Social Forum in Porto Alegre, the motto of the event was that “another world is possible”. After ten years another meeting will asses what happened to the world in this period, since the first edition of the WSF. For us, Brazilians, the moment is particularly importante,because we may have the richest contribuition to be given to this process.Along these years, but specially the last ones, we were able to overcome the policies which harmed the country and the workers´ interests. On one side, the privatization, on the other side, the relaxation of the social and labor rights, both harmful to Brazilian people. The workers conquested a policy of adjustment to the minimum salary, wich strengthens income distribuition. The Worker´s Unions, in the institutional aspect, were legalized, the result of a long time battle, as well as the trader unions have become more respected. The Central unions, among them, The Trade Force (Força Sindical), were pointed out. They were proactive, mobilized workers, presented proposals, suggested alternatives and negotiated. Brazil was one of the first countries to overcome the crisis because the workers, with their unions, federations and central trades, were at the forefront of the process. So, we not only continue with the firmest certainty that another world is possible, as we do believe that it is really necessary for the good of humanity. And a greater certainty we have that this new world can only exist with the workers being heard, participating, proposing, deciding about the direction of each county, city and country. We are creating a new possible world, with our fights, convictions, our faith and our strength.


Cláudio Janta, president of Força Sindical - RS
adviser BNDES - National Bank of
Economic and Social Development

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