Alegre Caleidoscópio

Verão em Porto Alegre significava menos carros na rua, menos pessoas no centro, sem fila no cinema, e tudo liberado para curtir o Porto Verão Alegre, mas em 2010 não sei o que houve, a história mudou de rumo...

Tem muita gente na cidade, os restaurantes lotados, Lula e Avatar sem chance, espetáculos de teatro, dança e música, só comprando ingresso com dias de antecedência. Acho que são as chuvas, os terremotos, o medo, a crise. Ou tudo reunido, mas mesmo com a nossa Porto Alegre não tão vazia quanto esperávamos dá para curtir um verão alegre...
A Andradas é mais cor, mais vivacidade, mais energia, mais calor e mais contentamento
Alegria de verão, de férias, para passar à tarde olhando as vitrinas, almoçar em um restaurante super legal, dar um pulinho em uma exposição no MARGS, fazer um passeio de barco e fechar à tarde no Café do Cofre no Santander Cultural.
Ou ainda fazer um passeio no ônibus de turismo para se introspectar nos monumentos históricos

Ler um livro em baixo de um jacarandá, correr na beira do Guaíba e sentar no parapeito do Gasômetro para comer um algodão doce e ver o por do sol de verão.
Mas o centro não para por aí, assume brilhanturas que arejam e desnudam nossos dias quentes
Sextas-feiras de carnaval com a Descida da Borges de Medeiros
Sábados de Caminhadas Turísticas de Verão para flanar, se encantar e se deleitar
Domingo de churrasco na calçada e piscina de plástico quase na Rua da Praia
Sorvete exótico nas bancas do Mercado Público
Chimarrão no fim da tarde a beira do riolago, do lagorio
Um vôo panorâmico ao entardecer ou um passeio de barco ao luar , chopp para curtir o frescor ao cair da noite
Isso tudo depois do Natal na Praça e à espera do Liquida Porto Alegre
Ao viver o retorno descentralizado do Fórum Social Mundial
E ter dado boas risadas de Tangos e Tragédias no São Pedro
Calor escaldante-tropical
Alegre Verão do nosso Porto, um verdadeiro fragmento longitudinal.

 

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Glad Kaleidoscope


Some time ago summer in Porto Alegre meant less cars in the streets, less people in the center, no queues in the movie theaters and everything free to enjoy "Porto Verão Alegre", but in this summer of 2010 I do not know what has happened, the history has changed its course...There are many people in the city, the restaurants are crowded, Lula and Avatar movies, no way, theater plays, dance, music, only if you get the tickets in advance. I think it is because the storms, earthquakes, fear, the crisis. Or all of these, but even with our city not so empty as we expected we can enjoy a glad summer. Andradas St is more colorful,it has more energy, more vivacity, more warm and more contentment. Summer joy, vacations, just spend the afternoons looking at the shop windows, have lunch at a nice restaurant. take a look at some art exposition at MARGS (RGS Museum), have a boat tour and end up having a delicious coffee at Café do Cofre at Santander Cultural. Or yet, having a tour on the double-decker tourism bus to get introspective in historical monuments. To read a book under a Jacarandá (tree), go running on Guaíba shore and sit on Gasômetro terrace to appreciate the sunset eating candy floss. But the center is not only this, it assumes some brightness that air and undresses our warm days.

Carnival Fridays with Descida da Borges de Medeiros. Touristic summer walks to wander around, enjoy and get enchanted. Sunday barbecue on the sidewalks, plastic pool almost on Rua da Praia st. Exotic ice-cream at the Public Market. Chimarrão at the end of the afternoon on the river/lake shore. A panoramic flight in the sunset or a boat tour in the moonlight. Some beer to enjoy the nightfall freshness. All this after Christmas in the Square and the expectancy of Liquida Porto Alegre (sales). Living the return of the decentralized WSF and giving good laughters of Tangos e Tragédias (paly) at São Pedro Theater. Tropical scalding heat of Porto Alegre, a real longitudinal fragment.
Taciane Corrêa
jornalista/journalist

Com o nosso trabalho vencemos a crise; jornada de 40 horas garante crescimento

O Fórum Social Mundial, em sua edição de avaliação dos últimos dez anos, foi proveitoso para os trabalhadores. Reunidas em Porto Alegre, as centrais sindicais realizaram um balanço do papel do movimento sindical no último período no país. Particularmente, a Força Sindical ampliou o debate, trazendo representantes das principais entidades sindicais do mundo.

Os seminários voltados para o mundo do trabalho concluíram pela afirmação da importância da atuação dos trabalhadores no enfrentamento à crise econômica mundial. O Brasil foi o primeiro país a sair da crise devido a ação proativa e propositiva do movimento sindical. Ao contrário de outros países, no Brasil também enfrentamos a crise com diálogo aberto entre o movimento sindical e o executivo federal.

Foram os trabalhadores quem defenderam a redução de impostos, políticas de estímulo ao mercado interno e outras medidas. A vigência de uma política de valorização do salário mínimo, bandeira histórica do movimento sindical, também foi decisiva para fortalecer o poder aquisitivo e movimentar a economia. Em resumo, não restou nenhum dúvida sobre o papel central da classe trabalhadora no processo, assim como da importância do mercado interno para a economia nacional.

Nos encontros promovidos pela Força Sindical, exercitamos essa mesma política de parceria e relações amplas e solidárias, agregando diferentes setores políticos. Em nossas mesas de trabalhos, contamos com autoridades como o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, o vice-prefeito, José Fortunatti, o senador Paulo Paim e diversos deputados federais, entre eles Pompeo de Matos e Vieira da Cunha.

Agora, com Porto Alegre devidamente consagrada com o Memorial do Fórum, por medida da Prefeitura Municipal, temos de avançar para consolidar as vitórias obtidas e ampliar conquistas. Temos pela frente a batalha pela aprovação do projeto de redução da jornada de trabalho para 40 horas, da qualificação profissional de 15 milhões de brasileiros e pela geração de novos empregos, que passa pela redução de impostos. Todas metas alcançáveis, com unidade e moblização, pois como dissemos no Fórum: "nós fazemos o novo mundo possível".

Cláudio Janta
presidente da Força Sindical RS
conselheiro do BNDES Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social

Nossas praças correm perigo

As praças ganham cada vez maior importância na vida das pessoas, pois o espaço residencial se reduziu. Antes havia o pátio das casas, havia a calçada para as brincadeiras. Hoje, se as praças não oferecerem mais condições de convívio para crianças, idosos, pessoas de todas as idades e seus animais de estimação, o mundo irá se resumir ao triste colorida das telas das televisões.
Porto Alegre ainda é considerada uma das cidades mais arborizadas do país, e de fato chama a atenção daqueles que nos visitam a quantidade de praças e espaços verdes. Entretanto, o título corre o risco de se perder, pois quando a natureza não recebe cuidados, não consegue resistir às agressões que o meio urbano lhe impõe. É o que estamos vendo, especialmente no Centro, onde as praças viraram moradia e banheiro de moradores de rua, árvores sem limpeza de ervas de passarinho e podas preventivas não resistem aos ventos e caem, causando danos e pondo em risco a vida das pessoas; calçadas sujas, equipamentos quebrados. Não é assim a cidade que queremos.
Porém, o que já está ruim, pode piorar. A ALGERT, empresa terceirizada responsável pela manutenção das praças da cidade, terá seu contrato de prestação de serviços antecipadamente encerrado com a Prefeitura no próximo dia 8 de fevereiro devido a uma extensa lista de falhas em sua atuação. Seria uma boa notícia, não fosse o fato de não haver previsão de substituição a curto, médio ou longo prazo.
Nos últimos anos foi implementada uma política de esvaziamento da instituição pública em prol da terceirização, e quando o serviço não é feito a contento, não há quem realize o trabalho. Não podemos deixar que Porto Alegre oscile ao sabor de contratos mal feitos e descumpridos. É direito do cidadão exigir a manutenção de nossa qualidade de vida e cabe ao gestor encontrar os meios de garantir que a cidade permaneça, democraticamente, de todos.

 

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Our squares are in danger

The squares get more and more importance in people´s lives, for the residential space has been reduced. At first there was the yards of the houses,there was the sidewalks to play. Today, if the squares do not offer more conditions of convivence for children, elderly, people of all ages and their pets, the world will be the sad clor of television.

Porto Alegre is still considered one of the most green cities, and in fact, it calls visitors´ attention the quantity of green areas. However, this title is risky to be lost, for when the nature does not receive enough care, it can not resist to the agressions that the urban imposes. This is what we can see, specially in the center, where the squares have become the home and restroom of people who live in the streets. Trees without being pruned and without care do not resist to strong winds and fall causing damage and risk to people´s lives; dirty sidewalks, broken equipaments. This is not the city we want and deserve. But what is already bad, can get worse. The ALGERT, a company that is responsible for the maintainance of the squares of the city will have its contract finished before the schedulled time, closing with the municipal government next February 8th due to several failures in its services. It would be good news if it were not for the lack of substitute in a short, or even long dead line.

In the last years it was implemented a policy of emptiness of the public institution favor of third services, and when the services are not well done, there is nobody to do it. we can not let Porto Alegre oscillate with uncumplished contracts. It is the right of the citizen to demand the maintainance of our quality of life and it is up to the manager find a way to guarantee that the city, democratically, belongs to everybody.

 

Adeli Sell
Vereador e Presidente
Municipal do Partido dos
Trabalhadores- PT

 


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