Imprensa alternativa discutiu
políticas para mídia comunitária

No último dia 26, na Usina do Gasômetro, diferentes setores da mídia latino-americana participaram do debate organizado pelo Jornal do Centro, Políticas Públicas para Mídia Comunitária. O evento fez parte da programação do Fórum Social Mundial 2010.

Na ocasião, estavam presentes representantes do Jornal do Centro; Jornal Floresta; Jornalecão; ALER - Asociación Latinoamericana de Educación Radiofônica; uma produtora independente de Belém, no Pará; Rádio Comunitária Fortaleza FM, de Blumenau; uma representante da prefeitura de Porto Velho, Rondônia; Jornal Fala Brasil; e Conselho de Usuários do Parque Farroupilha.
O encontro começou com troca de experiências. Lembranças da dificuldade de se fazer jornal antigamente, a luta por uma concessão de rádio comunitária, enfim, tudo o que quem é pequeno e independente faz com amor à camisa, em uma árdua batalha. Quem era de fora, impressionava-se com a força dos jornais de bairro em Porto Alegre, mesmo sem uma distribuição igualitária da verba pública de comunicação.

A ALER indagava-se porque no Brasil as mídias comunitárias não eram unidas. Uns alegaram o problema geográfico. Outros, ainda agregaram o poder político. Ou seja, muitas, talvez a maioria das mídias alternativas, são panfletos de determinado partido político, ou são de posse de vereadores, deputados, etc. A ALER lembrou a união que ocorreu na Argentina, onde após uma forte união das mídias deste tipo, foi possível uma forte pressão política, acarretando na aprovação de uma lei salientável: 33% da verba pública devem ir para a mídia comunitária. Também 33% das concessões devem ir para a mídia comunitária.

Entre o debate, surgiu uma ideia: sugerir ao Ministério das Comunicações a criação de uma Secretaria para Mídias Comunitárias. Assim, cadastraria o maior número possível de mídias. A partir daí, criar-se-iam conferências, audiências, e o que mais for necessário para fortalecer a mídia independente.

Ao final da conversa, lembrou-se da perseguição política que alguns jornais sofrem em Porto Alegre. Enquanto qualquer panfleto que copia e cola matérias da internet ou jornais de vereadores oportunistas recebe enormes verbas públicas, jornais críticos e com conteúdo são ignorados justamente por serem assim. Essa é a nossa realidade. Porém, do debate do dia 26 ficou uma certeza: vamos começar a nos unir e lutar ao que temos direito. Afinal, está no nome: a verba é pública!

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Alternative press organs discuss
policies for communitary media

In the last 26 days at Usina do Gasômetro, different sectors of the Latin American media attended the debate organized by the Jornal do Centro, "Public Policies for Communitary Media." The event was part of the programming of World Social Forum 2010.

At the time, was attended by representatives of the Center, the Forest; Jornalecão, ALER - Asociación Latinoamericana de Educación Radiofônica, an independent producer of Belem, in Para, Fortaleza FM Communitary Radio, in Blumenau, a representative of the municipality of Porto Velho, Rondônia ; Jornal Fala Brasil, and Council Members of Parque Farroupilha

The meeting began with an exchange of experiences. Memories of the difficulty of making paper in the past, the struggle for a grant of communitary radio, in short, all who are small and independent work hard in an uphill battle. Who was out, got impressed with the strength of neighborhood newspapers in Porto Alegre, even without an equal distribution of public funds announced. The ALER asked itself because in Brazil the communitary media was not united. Some claimed the geographical problem. Still others have added political power. That is, many, perhaps most of the alternative media are pamphlets particular political party, or are owned by councils, MPs, etc.. The ALER reminded the union that occurred in Argentina, where after a strong union of such media, it was possible a political pressure, resulting in the adoption of a detachablm law : 33% of public funds should go to communitary media. Also 33% of the grants should go to communitary media.

During the debate, came an idea: suggesting to the Ministry of Communications to create a Department for Communitary Media. Thus, it would be registered the largest possible number of media. From there, it would be conferences, hearings, and whatever else is needed to strengthen the independent media.

At the end of the conversation, he remembered the political persecution that some newspapers are suffering in Porto Alegre. While any pamphlet copy and paste material from the Internet receives huge revenues, newspaper critics and content are ignored just because they are like that.

This is our reality. However, the debate on the 26th was one certainty: we will start to come together and fight for what we have right. After all, the money is public!

 

 

 

 

 


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