|

Viaduto Otávio Rocha
patrimônio histórico e cultural
Jacqueline Sanchotene.
Movimento VIVA Gasometro.
Popularmente,
o viaduto é conhecido como “Viaduto da Borges”,
por se localizar na Av. Borges de Medeiros. Sua origem remonta
a 1914, quando o primeiro Plano Diretor da cidade previu a abertura
de uma rua para ligar as zonas leste, sul e central de Porto Alegre,
até então isoladas pelo chamado morrinho. Contudo,
sua construção só foi decidida em 1926, quando
o Intendente Otávio Rocha, em conjunto com o Presidente
do Estado, Borges de Medeiros, determinaram a abertura efetiva
da atual avenida Borges de Medeiros. A abertura da avenida exigiu
um rebaixamento considerável no terreno, interrompendo
o curso da rua Duque, e obrigando à criação
de uma via elevada para reconstituir sua passagem. Foi projetado
pelos engenheiros Manoel Itaquy e Duilio Bernardi e construído
pela firma alemã Dyckerhoff & Weidmann, entre 1928
e 1932. Está tombado pelo Patrimônio Histórico
do Município desde 1988. O viaduto possui uma estrutura
de concreto armado, com três vãos e quatro rampas
de acesso para pedestres. Na parte central de cada rampa, há
uma escadaria que leva à rua Duque de Caxias. Todo o revestimento
foi feito em reboco de pó de granito, de cor cinza, dando
um aspecto de pedra aparelhada. Apenas com estes dados constatamos:
é uma importante obra de engenharia de nossa cidade.
Para nós, moradores do Centro, ele é um dos mais
belos monumentos de nossa cidade. O viaduto, que foi construído
com o objetivo de ligar o Centro à Zona Sul, tem um significado
muito especial, o de “unir”.
No viaduto estão localizados alguns dos focos de resistência
à Ditadura Militar: a ARI-Associação Riograndense
de Imprensa e o histórico Teatro de Arena.
O Viaduto tem uma associação, a Associação
de Moradores e Permissionários, que tem D. Ana e Flores
como seus coordenadores, representando os moradores e os 20 lojistas.
Entre essas lojas esta localizada no alto da escadaria o Bar Tutti
Giorni, tradicional reduto de chargistas. As paredes são
forradas por charges feitas pelos associados da GRAFAR (Grafistas
Associados do Rio Grande do Sul) e também por caricaturas
do dono do bar, o Nani. Aos sábados podemos saborear um
tradicional carreteiro, por apenas R$ 1,99! Também no nosso
viaduto esta localizado um dos mais tradicionais e hospitaleiros
hotéis de nossa cidade, o Everest.
No entanto faz-se urgente a criação de um posto
de observação da Guarda Municipal nos altos do Viaduto,
pois apesar dos esforços do moradores, permissionários
e do Poder Público através do DMLU e da SMOV, o
viaduto é constantemente alvo de ataques de vândalos.
As luminárias são constantemente quebradas e as
escadarias são usadas como mictório por transeuntes
e moradores de rua. E ainda tem os pichadores.
Sabemos que o viaduto já foi alvo de reformas. Entre essas
reformas a que foi entregue no ano de 2001. Mas como vemos, só
a reforma não basta.
Nosso movimento, o Viva Gasômetro, realizou uma ação
no dia 25 de março deste ano. Nossa ação
pretendia trazer união aos moradores e conscientização
aos transeuntes. Em nossa ação tivemos momentos
muito bonitos, tais como o ato religioso realizado no inicio da
noite pelo Padre Luciano na entrada do Teatro de Arena.
Conclamo a todos a conhecer mais de perto os encantos do Viaduto
Otávio Rocha e a lutar pela preservação desse
Patrimônio Histórico.
Edições
anteriores
-
Prefeitura restaura Mercado Público Central - Edição
112
- Revitalização do Centro
- Edição 113
-
Os direitos da criança e do adolescente - Edição
114
-
As muitas feiras do livro - Edição 115
- Ações para combater a Dengue - Edição
116
-
A Saga da Nação Negra - Edição 117
- Uma outra
comunicação é possível - Edição
118
-
Veraneio em Porto Alegre - Edição 119
- A interdependência
entre P. Alegre e sua R. Metropolitana - Edição
120
- Xadrez,
política e ano bissexto - Edição 121
- A crise
da sociedade atual - Edição 122
- Geração
de emprego e renda na Vila Chocolatão é uma questão
de justiça social - Edição 123
- Muito lucro para o empresário
ou um futuro elefante branco em Porto Alegre - Edição
124
|