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Impossíve é ficar como está
Em 2010, por iniciativa de cidades da região metropolitana, o Rio Grande do Sul voltou a receber um evento do Fórum Social Mundial que lançou uma série de atividades descentralizadas e preparatórias para o FSM em Dacar, na África, em 2011.
Quando tudo começou, afirmar que "um outro mundo é possível" não era pouca coisa. Ao longo dos anos 90, o neoliberalismo desmontou o Estado, levou a militarização a patamares avançadíssimos, acentuou a desigualdade entre ricos e pobres e criminalizou os movimentos sociais. Passados 10 anos, o mundo atravessa uma grave crise ambiental - e pôde comprovar, em Copenhagen, que apenas ter esperança no futuro é insuficiente para enfrentar a fúria capitalista que destroi o meio-ambiente para fazer lucro. É preciso mais. Salvar o planeta não é possível sob o capitalismo. Sua natureza predatória é incompatível com valores como solidariedade, justiça, igualdade e defesa do meio-ambiente. E hoje, podemos afirmar: está claro que não resolveremos os grandes dilemas da humanidade no nosso tempo sob o sistema capitalista.
Quem criou os problemas não é capaz de reagir a eles. Um outro mundo é, sim, possível. Hoje, graças, também, ao FSM, existe mais espaço para que essa resposta ecoe. Movimentos sociais e a esquerda do mundo inteiro se reúnem para buscar alternativas. Nós, os movimentos sociais, precisamos aprender com a experiência que construímos e buscar novas formas de atuar, de interagir, de lutar. Precisamos respeitar e contemplar a diversidade que há entre nós. Precisamos renovar nossa disposição e nossa esperança, porque justiça, igualdade, não virá como concessão de ninguém, será produto da luta. Dez anos depois, sabemos, mais do que nunca, que um outro mundo não apenas é possível, como é necessário.
Juberlei Baes Bacelo
Presidente do Sindbancários/PoA
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It is impossibile to stay the way it is
In 2010, by initiative of the metropolitan region cities, Rio Grande do Sul receives an event, The World Social Forum that launched several decentralized and preparatory activities for the WSF in Dacar, Africa, in 2011. When everything began, afirm that "a new world is possible" was not a small thing. Along the 90´s,the neoliberalism desmanteled the State.
It took the militarism to advanced levels, increased the unequality between rich and poor and criminalized the social movements. Besides this, we have just got rid of the biggest international economic crisis in history of humanity. this crisis had its origin exactly in the center of capitalism, in the offer of credit that aims to enlarge the consumerism but permits that millions of people die of starvation. Nobody can control the financial system. When it is necessary, it is deposited public money on it, to bear...at least until the next crisis, and the workers are the ones who have to pay the bill.There were two crisis that marked 2009.And today, we can afirm: it is clear that we can solve great humanity dilemas in our time under the capitalist system. Who created the problems is not able to react to them.Another world is really possible.
Today, thanks to WSF, there is more space for this answer gets echo.Social movements and the left of all the world get reunited to find a alternatives. We, the social movements, need to learn with the experience that we built and search new ways to act, interact and fight. We need to respect and contemplate the diversity that there is among us. We need to renew our disposition and hope, because justice, equality will not come with nobody´s consession, it will be the consequence of a fight. Ten years after, we know, more than ever, is not only possible but necessary.
Juberlei Baes Bacelo
President of Bankers Trade Force of Porto Alegre
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