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Marquises requerem inspeções periódicas
A construção de marquises teve ampla utilização em meados da primeira metade do século passado, face ao Plano Diretor vigente permitir a construção de sobrados.
Estes sobrados tinham seu acesso principal junto ao passeio público, necessitando desta forma a proteção para quem aguardasse o ingresso aos mesmos.
Tratam-se, na maioria das vezes, de estruturas de conceito armado em balanço, cuja estabilidade é assegurada pela ferragem existente na parte interna superior, a qual deve estar permanentemente protegida das ações corrosivas provenientes de infiltrações.
Desta forma para assegurar suas estabilidades deve-se evitar a colocação de sobrecargas, para as quais não foram dimensionadas, tais como: placas indicativas, luminárias, ar-condicionado, vasos, etc.
Estas estruturas, com o passar do tempo, por serem normalmente a continuação das lajes internas dos prédios sofrem uma diferença de temperatura junto à fachada principal, justamente pela parte interna estar abrigada, a sombra, e a externa ao sol. Assim, sofrem movimentos de contração e expansão vindo a apresentar fissuras na estrutura.
Essas fissuras permitem a infiltração de águas iniciando um processo contínuo e danoso de corrosão nas ferragens.
Como o processo corrosivo nas ferragens, aliado ao grande braço de alavanca que o peso destas estruturas atua e não havendo as intervenções de manutenção pertinentes estas estruturas, podem vir a colapsar.
A responsabilidade, conforme a legislação municipal compete aos proprietários e síndicos que devem a cada três anos apresentarem laudo de estabilidade estrutural à SMOV – Secretaria de Obras e Viação. Trabalho a ser realizado por profissional da área de engenharia civil, que deverá vistoriar a estrutura, analisar suas patologias e propor as intervenções nos prazos necessários.
Deste modo, é recomendável a inspeção periódica por este profissional, pois conhecendo os movimentos destas estruturas poderá propor ações de precaução, a custos menores.
Fernando Petersen Junior
Engenheiro Civil
CREA 32.785
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