Interpretando o Centro Histórico

O turismo cultural é cada vez mais uma alternativa para o desenvolvimento econômico contemporâneo de comunidades herdeiras de bens do passado, podendo contribuir, diretamente na preservação do patrimônio.

Nos distintos programas em andamento destinados a revitalizar o Centro Histórico de Porto Alegre - Viva o Centro, Monumenta e Cais do Porto - está previsto o uso da interpretação, como ferramenta informativa destinada a preparar espaços para receber visitantes.
A interpretação é uma técnica de comunicação contemporânea, aplicada ao redor do mundo para apresentar centros históricos, edificações, espaços públicos, sítios arqueológicos e monumentos. Tem como objetivo tornar acessível aos diferentes tipos de visitantes, a historia, a cultura, o patrimônio material e imaterial, despertar o interesse em conhecer, explorar e refletir, por meio da evidenciação de detalhes, pistas, significados e relações. Num projeto interpretativo, podem ser utilizadas como suporte as mídias da museografia, de acordo com as peculiaridades de cada situação, organizando percursos, visitas guiadas, folhetos, ilustrações, sinalizações, livros, filmes, encenações e mídia eletrônica.

Nosso Centro Histórico, com uma trajetória de mais de dois séculos, já passou por diferentes configurações e transformações, com personagens ilustres, lendas urbanas, todavia desconhecidas, e que podem ser apresentadas utilizando técnicas de interpretação.
Uma proposta neste sentido, ainda não implantada, mas considerada imprescindível para articular, apresentar e disponibilizar a história, evolução, os atrativos turísticos, os produtos e serviços culturais da capital é o Armazém de Porto Alegre, proposto para funcionar no Cais do Porto. Concebido como um equipamento estratégico, um centro de interpretação e informações, este grande "I", poderá utilizar mídias contemporâneas de interpretação para apresentar a cidade, preparando sua visita.

Prof. Dr. Luiz Antônio Bolcato Custódio
Arquiteto Professor Uniritter. Coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal de Cultura.

Edições anteriores
- Prefeitura restaura Mercado Público Central - Edição 112
- Revitalização do Centro - Edição 113
- Os direitos da criança e do adolescente - Edição 114
- As muitas feiras do livro - Edição 115
- Ações para combater a Dengue - Edição 116
- A Saga da Nação Negra - Edição 117
- Uma outra comunicação é possível - Edição 118
- Veraneio em Porto Alegre - Edição 119
- A interdependência entre P. Alegre e sua R. Metropolitana - Edição 120
- Xadrez, política e ano bissexto - Edição 121
- A crise da sociedade atual - Edição 122
- Geração de emprego e renda na Vila Chocolatão é uma questão de   justiça social - Edição 123
- Muito lucro para o empresário ou um futuro elefante branco em Porto   Alegre - Edição 124
- Viaduto Otávio Rocha patrimônio histórico e cultural - Edição 125
- As verdadeiras funções do vereador - Edição 126
- As verdadeiras funções do vereador - Edição 127
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- Criado o Movimento Cidade Baixa Viva - Edição 129
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- Orçamento Paticipativo e a Democracia em Porto Alegre - Edição 131
- A crise do “capitalismo cassino” e a falência do pensamento único    neoliberal - Edição 132
- Plano Diretor - uma necessidade - Edição 133
- Por uma imprensa livre - Edição 134
- Minc e a questão do Meio Ambiente - Edição 135
- A Rodoviária de Porto Alegre - Edição 136
- Porto Alegre e a Revolução Farroupilha - Edição 137

- Exemplos de Civilidade- Edição 138

- Carlos Urbim, o patrono da Feira do Livo - Edição 139

- A Magia do Centro Histórico - Edição 140

- Fórum Social Mundial 10 anos - Edição 141
- Outro mundo é possível com a participação dos trabalhadores - Edição 142
- Um mundo melhor é possível - Edição 143

- Impossível é ficar como está- Edição 144
- Impossível é ficar como está- Edição 145





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